domingo, 19 de setembro de 2010

UM ARQUIVO CHAMADO SAUDADE


Quem colecciona saudades aprende como é difícil sobreviver nos intervalos de tempo em que não se é completamente.
Quantos instantes agasalha a noite? Não lhes sei número nem cor. Apenas sei que invadem memórias, lágrimas e ilusões que ecoam no vazio dos ventos.
Ouço o mar que me chama como se colorisse a solidão do sonho. Invento tempos e descubro desejos escondidos que navegam, alados, neste dia que me foge. Guardo a saudade, onde choram os poetas, e deixo-a diluir na chuva que procura o mar...

domingo, 12 de setembro de 2010

E JÁ PASSARAM DEZ ANOS!


Guardo o dia, este. Os outros também. Mas este porque quis (?) o destino me guiar a um palco sobranceiro ao mar, onde não me canso de ser e estar. E já passaram dez anos! Encontrei, neste palco, um espaço de luz e cor que me preenchem o vazio musicado nas metáforas do destino.
Voo, no silêncio das memórias que pinto na tela do nada que tudo pode. A imaginação só tem cor em reflexos, misturados nas sombras que nos falam em segredos.
Fiquei. Por opção própria. Respiro a liberdade de estar aqui, a colorir sonhos errantes, nas inquietudes do silêncio...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PINÁCULO DE AFECTOS

No compasso dos acordes, procuro o silêncio. Longe de mim. Rabiscando o meu medo, na vontade de transgredir. Irrequieto-me e mergulho, sozinha, num grito que anuncia as cinzas da minha ausência. Quero renascer nas dunas dos meus suspiros que acasalam sonhos e fazem dos instantes raízes dos meus segredos.
O farol do tempo traz de volta silêncios que sussurram promessas e fazem da saudade um pináculo de afectos.