terça-feira, 18 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

(IN)QUIETUDES DA ALMA

Sinto. Por dentro. Aquilo que não sei pintar. Caminho nas vagas da noite como se lhe pertencesse. Quero sentir a intensidade do escuro e mergulhar para além do negro que proíbe a luz.
O que me sai da alma não são palavras nem versos. São vazios cheios de mim. Pintados de emoção e sentir...
Procuro o sonho nos passos que piso. Com medo dos abismos que me empurram para a vertigem do renascer.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"A DOR DE NÃO VALER A PENA"

Escrever a dor que sinto é chama que se extingue na ausência que me prende.
As lágrimas ausentaram-se de mim. Uma a uma. No rosto, lâminas frias de aço que correm aguadas de cor, pintadas de dor.
Aqui. Agora. Sinto cada um dos gritos (perdidos) no silêncio de mim. Abismo desamparado, estilhaço de um relâmpago de desassossego. Semente abandonada de destinos...
Tenho, na mão, o coração. Apertado. Que chora baixinho, esquartejado por uma lança que me rasga e fere a pele. Por dentro.
Cada passo que dei esvaziou-me o sentir. O corpo cansou-se e a alma perdeu-se no desencanto da cor. Dói. Dói muito não valer a pena!